domingo, 20 de novembro de 2011

Novo mamífero fóssil da Argentina

Fonte:http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/novo-mamifero-fossil-da-argentina


Novo mamífero fóssil da Argentina
Pesquisadores encontram exemplares de mamífero fóssil em rochas de 95 milhões de anos na província de Rio Negro que representam uma nova espécie de um grupo muito raro que antecedeu aos placentários e marsupiais. A descoberta é o tema da coluna de Alexander Kellner.
Por: Alexandre Kellner
Publicado em 11/11/2011 Atualizado em 11/11/2011

Reconstrução do ‘Cronopio dentiacutus’, mamífero nativo da Argentina altamente especializado, com focinho longo, grandes caninos e características dentárias sem paralelo entre espécies extintas ou existentes. (ilustração: Jorge Gonzalez)
Uma das grandes questões que permeiam debates entre os paleontólogos é a origem e a diversificação dos mamíferos. Para responder essa questão de forma satisfatória, somos obrigados a examinar os restos de formas extintas preservadas nas camadas geológicas da Terra.
E aí está o problema: justamente na era Mesozoica, quando surgiram os primeiros mamíferos, existe uma escassez enorme de vestígios desses animais com pelos. Para se ter uma noção, fósseis de mamíferos são mais raros do que fósseis de dinossauros!
Felizmente, de vez em quando, alguém descobre exemplares mais completos. Justamente é o que Guillermo Rougier, da Universidade de Louisville (Kentucky, Estados Unidos) e os seus colaboradores acabam de fazer. Eles encontraram restos cranianos quase completos de uma nova espécie de mamífero de 95 milhões de anos, cujo estudo foi destaque da prestigiosa Nature.

Visões ventral e dorsal de crânio quase completo de uma nova espécie de mamífero de 95 milhões de anos encontrada em camadas que afloram na província de Rio Negro, na Argentina. (foto: Guillermo Rougier)
Mamíferos atuais
De uma forma simplificada, podemos afirmar que hoje existem três grandes grupos de mamíferos: monotremados, marsupiais e placentários. Entre as principais distinções desses grupos está a maneira pela qual nascem os seus filhotes.
Os mais primitivos são os monotremados, representados por poucas espécies que vivem sobretudo na Austrália e na Tasmânia, como o ornitorrinco. Esses animais, apesar de terem as características típicas dos mamíferos – como pelos, glândulas mamárias e outras feições –, ainda botam ovos, que é uma característica bastante primitiva.
Os marsupiais, atualmente encontrados nas Américas e na Austrália, se diferenciam, entre outros aspectos, por possuírem uma espécie de bolsa (chamada de marsúpio) na região abdominal das fêmeas. Estas dão à luz filhote muito pequeno, pouco desenvolvido e com os membros anteriores relativamente grandes, usados para se agarrar a um mamilo. O filhote fica protegido dentro da bolsa e apenas depois de muitos meses – que varia dependendo da espécie – terá crescido o suficiente para abandoná-la. Gambás e cangurus são exemplos de marsupiais.
Por último, temos os placentários, cujo feto permanece dentro do útero e é alimentado via placenta até o nascimento. Esse é o grupo predominante nos dias de hoje, representado, entre outros, pelos elefantes, camundongos, baleias, morcegos e primatas, incluindo a nossa própria espécie.

O ornitorrinco pertence ao grupo dos monotremados, o mais primitivo dos mamíferos. Apesar de terem características típicas de mamíferos – como pelos, glândulas mamárias e outras feições –, botam ovo. (foto: Stefan Kraft/ CC BY-SA 3.0)
Registro fóssil
De uma forma geral, podemos dizer que o registro fóssil dos mamíferos não é tão pobre. São conhecidos milhares de exemplares pertencentes a formas que viveram durante o Pleistoceno (há cerca de 12 mil anos), particularmente as que integram a megafauna, cujo nome deriva do grande tamanho alcançado por algumas espécies.
Porém, à medida que se avança no tempo geológico, o registro tende a escassear. Justamente durante a era Mesozoica, quando os mamíferos se originaram, os achados são bem limitados. Quando presentes, tendem a se resumir a dentes isolados e ossos muito incompletos.
Em todo Brasil existe apenas um único registro de mamífero mesozoico publicado!
Para que os leitores da coluna tenham uma noção, em todo Brasil existe apenas um único registro de mamífero mesozoico publicado! E os pesquisadores estão procurando – e muito – por mais evidências, mas simplesmente o registro desses animais é raro.
Também é importante salientar a existência, no passado, de diversos outros grupos de mamíferos que não sobreviveram até os dias de hoje. Um desses chama-se Dryolestoidea. Acredita-se que ele esteja bem proximamente relacionado aos mamíferos ancestrais dos marsupiais e dos placentários – daí a sua importância. Mas o material disponível desse grupo é bastante limitado, o que o tornou um tanto enigmático para os pesquisadores.
Tamanho de uma avelã
O material encontrado por Rougier e colegas vem da Formação Candeleros, tida como Cenomaniana – ou seja, formada há aproximadamente 95 milhões de anos. Essas camadas afloram na província de Rio Negro, mais especificamente em uma localidade chamada La Buitrera, famosa pela ocorrência de dinossauros e também vertebrados de pequeno porte. Mas, em termos de mamíferos, a descoberta dos colegas argentinos é a primeira.
A nova espécie, que recebeu o nome de Cronopio dentiacutus, foi descrita com base em três exemplares: dois crânios e uma mandíbula. Diversas características demonstraram que essa espécie pertence ao grupo dos Dryolestoidea, particularmente aspectos dos dentes mandibulares.

Diversas características demonstraram que a nova espécie pertence ao grupo dos Dryolestoidea, particularmente aspectos dos dentes mandibulares. Por outro lado, a presença de caninos bem desenvolvidos surpreendeu os pesquisadores. (foto: Guillermo Rougier)
Mas Cronopio também tem características diferentes: o focinho é muito comprido e fino e os dentes caniniformes são muito longos. Como a grande maioria dos mamíferos da era Mesozoica, a cabeça é bem pequena: em torno de 20 milímetros – tamanho de uma avelã!
O principal – e surpreendente – aspecto desse achado está nas características especializadas do crânio (alongado e estreito) e da presença do canino bem desenvolvido.
O principal aspecto desse achado está nas características especializadas do crânio e da presença do canino bem desenvolvido
Esses traços eram inesperados, pois demonstram que Cronopio e possivelmente outros animais do seu grupo já possuíam uma notada especialização que foge ao padrão dos demais mamíferos primitivos.
Ou seja, ficou bastante claro que a história evolutiva dos primeiros mamíferos, em especial daqueles que antecederam a dicotomia entre placentários e marsupiais, é bem mais complexa do que se supunha.
Agora, os pesquisadores de diferentes países precisam continuar trabalhando bastante para ajudar a completar esse enorme e complexo quebra-cabeças que é a evolução dos mamíferos. Alexander KellnerMuseu Nacional/UFRJAcademia Brasileira de Ciências

terça-feira, 22 de março de 2011

FÓSSIL DO MAIOR DINOSSAURO CARNÍVORO ENCONTRADO NO MARANHÃO


Fóssil de dinossauro carnívoro encontrado no Maranhão é o 2º maior do mundo

O bicho viveu há 90 milhões de anos, na Ilha do Cajual, no Maranhão. De acordo com pesquisadores, é uma espécie muito parecida com outras já descritas na África.

Pesquisadores brasileiros apresentaram o fóssil do maior dinossauro carnívoro que habitou parte do nosso território. O bicho viveu há 90 milhões de anos, na Ilha do Cajual, no Maranhão. Foram apresentados vestígios da cabeça e da dentição. Estima-se que o dinossauro pesava de 5 a 7 toneladas e que tinha 12 metros de comprimento. Segundo os pesquisadores, é uma espécie muito parecida com outras já descritas na África.

No Maranhão:

Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis

Cientistas brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro, (UFRJ), anunciaram ontem, [16/03], no lançamento da publicação Anais da Academia Brasileira de Ciências, a descoberta de um dinossauro gigante, a que se deu o nome de Espinossaurídeo Oxalaia quilombensis. Este é o maior dinossauro carnívoro já encontrado no Brasil. Viveu no nordeste brasileiro, mais especificamente, no Ilha de Cajual (MA), onde foi encontrado.


O Oxalaia quilombensis – cujo nome homenageia Oxalá, divindade masculina mais respeitada na religião africana e também os quilombos, povoações que construídas por escravos fugidos que existiam na ilha — media de 12 a 14 metros de comprimento, pesava entre 5 e 7 toneladas e viveu há cerca de 95 milhões de anos.

Essa descoberta foi a estrela da apresentação, onde os pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostraram que ao encontrarem os vestígios do pré-maxilar, com sete dentes, e da narina do dinossauro, constataram que o réptil tinha mais semelhanças com outros dinossauros encontrados na costa da África do que com os descobertos até hoje em terras brasileiras, tais como os répteis da Bacia do Araripe. Verificaram também que o Oxalaia quilombensis, quando comparado a dinossauros da mesma espécie, mas encontrados na costa africana, tem dimensões significativamente maiores do que seus pares da África. A familiaridade entre esse dinossauro e os encontrados na África nos lembra que há 115 milhões de anos as terras da América do Sul e da África ainda eram unidas, permitindo a livre migração de um lado ao outro de fauna e de flora (atrvés de sementes), pois o Oceano Atlântico ainda não separava os dois modernos continentes.

Uma das características dos Espinossaurídeos são dentes mais finos e mais fracos do que os encontrados em outros dinossauros carnívoros. Essas características levou cientistas a pensarem, por muito tempo, que esses dinossauros se alimentassem de peixes. Mas há pouco tempo foi descoberta uma mordida de um Espinossaurídeo na vértebra do pescoço de um pterossauro. Isso mudou tudo e hoje então sabemos que eles tinham uma dieta mais variada, pois podia se alimentar de répteis. Os Espinossaurídeos reinavam absolutos como maiores carnívoros do país. Fora eles, não há qualquer outra espécie que ostente mais de 8 metros de comprimento no Brasil.

Fonte: www.globo.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Paleontologia brasileira premiada

O paleontólogo e colunista da CH On-line Alexander Kellner foi um dos ganhadores deste ano do prêmio concedido pela Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento

Alexander Kellner
Alexander Kellner, pesquisador do Museu Nacional/UFRJ

Mais três brasileiros acabam de entrar na lista dos contemplados com o Prêmio TWAS, concedido pela Academia de Ciências para o Mundo em Desenvolvimento a cientistas desses países por suas contribuições ao conhecimento em oito diferentes áreas. Um dos laureados é o paleontólogo Alexander Kellner, autor da coluna Caçadores de fósseis, publicada mensalmente na CH On-line. Ele dividiu com o indiano Anil Gupta a premiação na categoria Ciências da Terra. O prêmio foi anunciado esta semana na Índia.

Pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Kellner foi reconhecido pelo trabalho sobre a biodiversidade e os ecossistemas existentes no passado do nosso planeta a partir de suas detalhadas pesquisas sobre fósseis. Membro titular da Academia Brasileira de Ciências, ele participou da descoberta e descrição de 30 novas espécies de vertebrados fósseis e publicou mais de 120 estudos inéditos em periódicos nacionais e internacionais.

“Já ganhei vários prêmios, mas este é o primeiro em que recebo dinheiro”, brincou Kellner, bem-humorado, sobre os 15 mil dólares em que consistiu a premiação.

Além de Kellner, outros dois brasileiros figuraram entre os ganhadores do Prêmio TWAS

Além de Kellner, outros dois brasileiros figuraram entre os ganhadores das diversas categorias. Edgar Zanotto, da Universidade Federal de São Carlos, dividiu com o indiano Vivek Borkar o prêmio na categoria Ciências da Engenharia. Já Carlos Gustavo Tamm de Araújo Moreira, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, compartilhou com Manindra Agrawal, também da Índia, a premiação de Matemática.

As categorias Ciências Agrícolas, Biologia, Química, Física e Ciências Médicas contaram com premiados internacionais. Os vencedores já estão convidados a apresentar suas pesquisas em palestras no próximo ano no 22º Encontro Geral Acadêmico da TWAS, que acontecerá em Marrocos, onde receberão medalhas e os prêmios em dinheiro.

Carolina Drago
Ciência Hoje On-line

Lucy e suas ferramentas

Publicado em 11/08/2010

Um achado na Etiópia mostra que hominídeos podem ter usado ferramentas 800 mil anos antes que se acreditava, na época dos australopitecos, e indica que a espécie da famosa Lucy já comia carne. Todas essas informações vieram de apenas dois ossos.

Lucy e suas ferramentas

As marcas de cortes e talhos nos dois ossos encontrados em Dikika, na Etiópia, indicam que hominídeos da época – cerca de 3,4 milhões de anos atrás – já usavam ferramentas de pedra e comiam carne (foto: Dikika Research Project).

Eram dois ossos fossilizados de grandes mamíferos: um pedaço de costela e um trecho de um fêmur. Os depósitos vulcânicos onde foram encontrados em Dikika, na Etiópia, indicam que são de 3,42 a 3,24 milhões de anos atrás. Mas o fator decisivo para a descoberta foram as falhas em suas superfícies: marcas de cortes, talhos e golpes, que não poderiam ter sido feitos por outros animal nem pelas mãos humanas.

Fóssil em detalhe
O detalhe mostra dois cortes paralelos feitos por ferramentas na costela encontrado, que pertencia a um mamífero do tamanho de uma vaca (foto: Dikika Research Project).

A conclusão dos pesquisadores – liderados por Shannon McPherron, do Instituto de Antrolopogia Evolutiva Max Planck, na Alemanha, e Zeresenay Alemseged, da Academia de Ciências da Califórnia – é que estavam diante de ossos de animais que serviram de jantar aos Australopithecus afarensis.

As marcas teriam sido deixadas por instrumentos de pedra, usados para raspar a carne do osso e tirar a medula de seu interior, também para a alimentação. De acordo com o estudo, é a primeira evidência de que os australopitecos usavam ferramentas, e também que comiam carne.

"Pela primeira vez imaginamos Lucy com uma ferramenta de pedra na mão, e procurando carne”

“Agora, quando imaginamos a Lucy caminhando pela paisagem do leste africano em busca de comida, pela primeira vez podemos imaginá-la com uma ferramenta de pedra na mão, e procurando carne”, disse o arqueólogo Shannon McPherron, em comunicado do Instituto Max Planck.

Os fósseis mais conhecidos de australopitecos são os de Lucy e Selam. Este último ficou conhecido como o ‘filho de Lucy’: uma criança de 3,3 milhões de anos descoberta também em Dikika, em 2006, e pela mesma equipe de pesquisadores – a apenas centenas de metros de onde foi feita a nova descoberta. Como naquela ocasião, o novo achado foi publicado na revista Nature, nesta semana.

Zeresenay Alemseged
O paleoantropologista Zeresenay Alemseged escava fóssil de um rinoceronte de 3,4 milhões de anos, encontrado no mesmo lugar que os ossos com marcas de ferramentas (Dikika Research Project).

As mais antigas até então

Até agora, as ferramentas de pedra mais antigas que se conhecia eram de entre 2,5 e 2,6 milhões de anos atrás, encontradas em Gona, na Etiópia. Eram também desta época as primeiras evidências do uso de ferramentas para abater animais, graças a ossos com marcas de corte encontradas em Bouri, no mesmo país.

“A descoberta desloca radicalmente a linha de tempo sobre os hábitos de caça de nossos ancestrais”, diz paleoantropologista Alemseged.

Ferramentas não seriam usadas para caçar, e sim para se aproveitar de restos deixados por predadores

Segundo o estudo, as ferramentas provavelmente não seriam usadas pelos hominídeos para caçar, e sim para se aproveitar de restos deixados por predadores. Ainda assim, o consumo de carne e o uso de ferramentas são dois passos decisivos na trilha do desenvolvimento humano.

Além de representar grandes mudanças na interação com a natureza, permitindo explorar novos territórios e comer outros alimentos, o uso de ferramentas é acompanhado de sua fabricação – “hábito precursor de tecnologias tão avançadas quanto aviões, aparelhos de ressonância magnética e iPhones”, lembra Alemseged.


Júlia Dias Carneiro
Ciência Hoje On-line

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fotos da Aula de Campo em Morro do Chapéu -Ba. By Luis Fernando

Toda a Turma reunida na Cachoeira do Ferro Doido
Um Estromatólito
A Professora Rita nos dando orientações.

Seu Gilmar(O Guia) e as Meninas.
Paisagem do alto do Morrão
Tipo de Vegetação daquela localidade

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Diario de Bordo da aula de Campo em Morro do Chapéu-BA Regiane Coelho

Dia 3/6: Primeiro dia. Saímos da Jequié e viajamos aproximadamente 09 horas, agora acabamos de chegar a Morro do Chapéu, deixamos nossas bagagens e fomos para a nossa primeira aula de campo. Fomos conhecer o Morrão Situado à apenas 8 km de Morro do Chapéu, esse destino é o ideal para aqueles que gostam de contemplar belas paisagens. O “Morrão” , como é chamado hoje, é o ponto mais alto do relevo do município, chegando a 1293 metros de altitude. No passado, os primeiros desbravadores, ao chegarem na Chapada Velha, avistaram esse grande morro em forma de chapéu. Ao longo dos anos, essa impressão foi reforçada, e acabou por determinar o nome da cidade. Além de possibilitar uma visão panorâmica da região, o Morrão reúne em seu topo, diversas espécies da flora nativa, com destaque para a beleza das bromélias e das orquídeas. A abundância destas últimas na região, colocam Morro do Chapéu, segundo o orquidófolo Marcio Brito, na segunda colocação da Bahia na ocorrência destas flores, perdendo apenas para a cidade de Cruz das Almas, na região do recôncavo baiano. Além de conhecer o tipo de vegetação. Era bastante comum a presença de bromélias, xique-xique,gravatá, além do pau de resposta que uma planta utilizada pelos nativos como afrodisíaco. Saindo do Morrão, fomos conhecer o buraco do Possidônio, neste local descobrimos que o tipo de formação era outro, era a formação caboclo, Imensa cratera com uns 60m de profundidade, cuja vegetação é um misto de cerrado (no exterior) e árvores de grande porte como o Cedro no interior. Localiza-se a 17km da sede e o seu acesso se dá através de estrada de cascalho. Sua origem é atribuída a um abalo sísmico.. A vegetação do local era composta de: árvores de cedro, e o licurí. Depois , retornamos para a pousada. Às 20hs após o jantar fomos para a sala de apresentação( uma espécie de sala de aula). Escutamos as recomendações da Professora Rita em relação às apresentações dos seminários que seria hoje, mais em decorrência do horário que chegamos em Morro do Chapéu, foi adiada para o dia seguinte. Em seguida, foi realizado o sorteio do amigo ecológico, depois a Professora nos liberou para começarmos a preparar os seminários.


Dia 4/6: Segundo dia de atividades em campo. Primeiramente pela manhã, conhecemos a gruta cristal, Este domínio abrange quatro cavidades denominadas Cristal I, Cristal II, Pé de Manga e dolina Buracão IV. A Gruta do Cristal I que possui cerca de 3.000 m de extensão é a mais importante. A altura varia de menos de 1m a mais de 30m. Presença de salões e galerias. A gruta é praticamente desprovida de espeleotemas. Acesso pela rodovia Morro do Chapéu – Bonito até o Distrito de Arizona (Catuaba); estrada de cascalho para Cafarnaum(2km); desvio à direita por estrada secundária (1,5km).. Antes de conhecermos a gruta, no caminho observamos alguns estromatólitos, estruturas laminadas construídas principalmente por cianobactérias. Estas bactérias formam uma rede filamentosa, recoberta por bainhas mucilaginosas, que fixam o carbonato de cálcio do meio circundante, construindo, uma estrutura laminar que se desenvolve através da agregação de grãos detríticos, cimentados pelo carbonato de cálcio. Em seguida, fomos à gruta Cristal, e coletamos fósseis e subfósseis em caverna. A tarde fomos conhecer a Fazenda Arrecife, e observamos uma variedade imensa de Estromatólitos.foi uma experiência extraordinária para nossos conhecimento na área.


Dia 5/6: Terceiro dia. Fomos conhecer a Cachoeira do ferro doido Situada a 18 km da sede deste município e a apenas 500m da Estrada do Feijão, chega a alcançar no seu ponto mais alto 98m de altura, formada pelo rio de mesmo nome, que nasce na Boca do Cedro, ao sul da sede deste município. Os arredores desta cachoeira foram espaços usados pelos garimpeiros por volta de 1883 a 1930 para a exploração do diamante/carbonato., uma das paisagens mais incriveis que eu já vi em toda a minha vida. Em seguida, conhecemos a gruta dos brejões. Podemos observar a riqueza de espeliotemas, foi incrível. Saímos de lá um pouco cançados, pois andamos muito neste dia, mais valeu a pena. Retornamos a pousada e após o jantar, aconteceu a amostra fotografica de cada grupo. Depois de todas às apresentações, Toda a Turma, juntamente com a Professora Rita, fizeram uma surpresa para mim, um bolo de chocolate, amei muito, e gostaria de agradecer a todos pela surpresa. Por fim, fomos à um Forro, foi super divertido. Este dia foi longo, mas proveitoso.


Dia 6/6: Quarto dia de prática. Conhecemos a Cidade das Pedras, um local incrível, observamos as diversas pinturas rupestre do local. Gostei muito deste dia, pois observei pessoalmente esta arte incrível de povos que habitaram àquele local. Em seguida, conhecemos a vila de Ventura– Garimpeiros foragidos do município de Lençóis, por volta de 1840, se abrigam nas grotas da fazenda do Cel. Porfírio Pereira, próximo a uma cachoeira (hoje faz. Várzea da Cobra). Um dos garimpeiros chamava-se Ventura, logo descobriram diamante e carbonato, instalaram um pequeno corte de garimpo, sob proteção do Cel. Porfírio e passaram a vender as pedras na cidade de Lençóis, tendo sido o Ventura (garimpeiro) responsável pela venda dos primeiros diamantes, o nome “VENTURA” ficou sendo a referência do local de onde procediam os diamantes, logo em toda a região das lavras este Ventura ficou sendo comentado e assim muitos outros garimpeiros começam a povoar as terras do novo Ventura.,. Gostei muito. Por fim, retornamos para casa. Foi uma experiência incrível, é muito bom poder participar destas aulas de campo. Adorei esta aula de campo foi uma experiência incrível.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Diário de Bordo da Viagem em Morro do Chapéu-Ba. Luis Fermnando

Dia 3/6: Primeiro dia. Nós chegamos em Morro do Chapéu, deixamos nossas bagagens e fomos para a nossa primeira saída de campo. Conhecemos primeiramente o Morrão. Uma paisagem impressionante. Eu descobri o tipo de formação daquele local, que é a formação Morro do chapéu. Além de conhecer o tipo de vegetação. Era bastante comum a presença de bromélias, xique-xique,gravatá, além do pau de resposta que uma planta utilizada pelos nativos como afrodisíaco. Saindo do Morrão, fomos conhecer o buraco do Possidônio, neste local descobrimos que o tipo de formação era outro, era a formação caboclo. E eu pude observar a transição entre à caatinga, mata-atlântica e serrado. A vegetação do local era composta de: árvores de cedro, e o licurí. Depois de conhecer o buraco do possidônio, retornamos para a pousada. Às 20hs após o jantar fomos para a sala de apresentação( uma espécie de sala de aula). Escutamos as recomendações da Professora Rita em relação às apresentações dos seminários que seria hoje, mais em decorrência do horário que chegamos em Morro do Chapéu, foi adiada para o dia seguinte. Em seguida, foi realizado o sorteio do amigo ecológico, depois a Professora nos liberou para começarmos a preparar os seminários.
Eu, juntamente com a minha equipe nos reunimos e preparamos o seminário a ser apresentado amanhã após as atividades de campo.

Dia 4/6: Segundo dia de atividades em campo. Primeiramente pela manhã, conhecemos a gruta cristal, uma gruta que não possuia espeliotemas(calcária) ou seja, estalactites e estalagmites. O tipo de formação era Caboclo. Antes de conhecermos a gruta, no caminho observamos alguns estromatólitos, estruturas laminadas construídas principalmente por cianobactérias. Estas bactérias formam uma rede filamentosa, recoberta por bainhas mucilaginosas, que fixam o carbonato de cálcio do meio circundante, construindo, pouco a pouco, uma estrutura laminar que se desenvolve através da agregação de grãos detríticos, cimentados pelo carbonato de cálcio. Em seguida, fomos à gruta Cristal, e coletamos fósseis e subfósseis em caverna. A tarde fomos conhecer a Fazenda Arrecife, e observamos uma variedade imensa de Estromatólitos. Foi uma experiência sensacional.
Depois, retornamos para a pousada e após o jantar, todas às equipes apresentaram os seminários.


Dia 5/6: Terceiro dia, meu aniversário. Comemorei lá, curtindo à aula de campo, rsrsrsrsr. Eu, juntamente com a turma, conhecemos a Cachoeira do ferro doido, uma das paisagens mais incriveis que eu já vi em toda a minha vida. Em seguida, conhecemos a gruta dos brejões. Podemos observar a riqueza de espeliotemas, foi incrível. Saímos de lá um pouco cançados, pois andamos muito neste dia, mais valeu a pena. Retornamos a pousada e após o jantar, aconteceu a amostra fotografica de cada grupo. Depois de todas às apresentações, Toda a Turma, juntamente com a Professora Rita, fizeram uma surpresa para mim, um bolo de chocolate, amei muito, e gostaria de agradecer a todos pela surpresa. Por fim, fomos à um Forro, foi super divertido. Este dia foi longo, mas proveitoso.


Dia 6/6: Quarto dia de prática. Conhecemos a Cidade das Pedras, um local incrível, observamos as diversas pinturas rupestre do local. Gostei muito deste dia, pois observei pessoalmente esta arte incrível de povos que habitaram àquele local. Em seguida, conhecemos a cidade de Ventura, local em que há muiotos anos atrás, foi um lugar rico, onde ocorria a extração de diamantes. Neste local ocorreu o amigo Ecológico, onde ocorreram bastante resenhas. Gostei muito. Por fim, retornamos para casa. Foi uma experiência incrível, é muito bom poder participar destas aulas de campo. É um inriquecimento e tanto.