domingo, 6 de junho de 2010

Fósseis: Metodologia
A metodologia de trabalho do paleontólogo varia consoante o tipo de fósseis que pretende estudar (fósseis de plantas ou de animais, de animais vertebrados ou de invertebrados,somatofósseis ou icnofósseis), mas é sempre um trabalho rigoso e meticuloso, pautado por critérios científicos bem definidos, com o objetivo último de recuperar o máximo de informação possível sobre os organismos que povoaram o Planeta no passado geológico. Apesar de a metodologia de trabalho do paleontólogo variar de caso para caso.
Prospecção e Coleta de Fósseis
O trabalho de campo consiste em procurar e coletar fósseis.É necessário documentar e fotografar o local onde foi achado o fóssil. Algumas vezes é preciso usar um GPS para identificar as coordenadas geográficas do local. Fazer medições, para estabelecer a concentração de fósseis no afloramento. Após coletado o fóssil é necessário que o local seja visitado periodicamente, pois a erosão pode expor um novo fóssil futuramente ou deve-se começar um processo de escavação sistemático. Todas as informações do sítio devem ser devidamente documentas, fotografado e mapeado. A coleta ou escavação, é feito removendo-se o material por cima e entorno. Deve-se preparar o material para o transporte até o laboratório de paleontologia. Se o fóssil for pequeno, enrolar bem o fóssil com fita de caixa, já é o suficiente para o transporte. Às vezes é necessário engessar o bloco para ser transportado. Mas, dependendo do local e de outras condições é necessário fazer grande parte do trabalho de laboratório no local. Antigamente era feitos desenhos de todo o processo de escavação, para documentar a posição dos ossos,na atualidade usam-se câmaras fotográficas digitais com grande resolução gráfica, também o uso de um laptop, em campo pode ser muito útil, para coletar as fotos e analisadas no próprio local.
A preparação química, mecânica ou as duas são procedimentos necessários, pois os fósseis podem estar total ou parcialmente envolvidos nos sedimentos e todo cuidado é pouco: é preciso controlar o tempo de desgaste com brocas e também o tempo em que eles ficam no ácido e qualquer vacilação pode pôr tudo a perder. A preparação mecânica implica o uso de martelos, talhadeiras, brocas (como as dos dentistas), vibradores tanto para desgastar quanto para provocar vibrações, além de aparelhos que expelem jatos de areia e limpam sem desfigurar a anatomia do fóssil e, ainda, aparelhos de ultra-sonografia. Já a preparação química requer ácidos. Para fósseis constituídos de sílica ou fosfato, por exemplo, utiliza-se o ácido acético. Outros são preparados só com água oxigenada.
Após o material chegar ao laboratório começa a fase mais demorada de todo o trabalho, dependendo do fóssil e suas características pode haver vários procedimentos a serem seguidos O fato de o material estar no laboratório, permite que a remoção da terra possa ser feita lentamente e com mais cuidado do que em campo, acarretando menos dados ao fóssil. É feito o uso constante de fotografia durante a remoção da terra, pra documentação da posição dos ossos. Usa se espátulas para remover a terra e em alguns casos brocas de diamante, do mesmo tipo usado por dentistas, para remover restos de concreto. Também pode haver a quebra de ossos durante a remoção, o que requer o uso de cola. Para fichar o fóssil durante o processo de colagem, usa-se massa de modelar.
Usa-se uma caixa com areia para colocar-se os ossos, conforme são removidos do local onde estão e colocando-os em uma posição correspondente na caixa. Também pode se fazer um molde do fóssil, para ser posto em um museu mostrando a posição dos ossos conforme ele estava enterrado.
Muitas vezes quando falta um pedaço do fóssil, usa-se um complemento feito de durepox.
Dependendo do estado de conservação do fóssil pode ser necessário o uso de fixadores para preservar-lo.
Cópias e Moldes
Deve-se fazer o máximo para preservar o fóssil, por isso são feito cópias do fóssil.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

No dia 22 de maio de 2010 saiu no jornal Diário de Marilia que foi encontrado fóssil de uma possível nova espécie de dinossauro há 20 km ao norte de Marília. O animal pertence ao grupo dos Sphagessauríos e deva ser estudada em convênio entre o Museu de Paleontologia de Marília com as Universidades de Brasília e Bristol, na Inglaterra.
Foram encontrados apenas a mandíbula e parte da face do animal. A descoberta foi de William Nava, paleontólogo e coordenador do Museu de Paleontologia. Segundo ele, não se pode afirmar com certeza tratar-se de uma nova espécie, no entanto, diz que não há fósseis similares na região. O Willian Nava ainda diz: “Foram encontrados poucos crocodilos nesta área, há apenas um em Uberaba e vamos comparar para ver se trata-se do mesmo”.
Navas afirma que o animal era provavelmente omnívoro (que come vegetais e carnes) devido ao formato dos dentes, que eram inclinados para dentro. O animal media entre 3e 4 metros. Mais detalhes serão possíveis somente após estudo do fóssil.
Caso seja confirmado tratar-se de uma nova espécie, será a terceira encontrada na região de Marília, que faz parte da Bacia Bauru, que engloba todo o oeste paulista e partes de Minas Gerais e Mato Grosso. Foram descobertos na região o Mariliasuchus e o Titanossauro, que tornou museu referência na região.

Retirado do site: http://www.diariodemarilia.com.br/Noticias/82983/Encontrado-novo-fssil-de-crocodilo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

OS ESTROMATÓLITOS


Estromatólito (do grego stroma=cama, camada e lithos=rocha). São estruturas laminadas construídas principalmente por cianobactérias. Estas bactérias formam uma rede filamentosa, recoberta por bainhas mucilaginosas, que fixam o carbonato de cálcio do meio circundante, construindo, pouco a pouco, uma estrutura laminar que se desenvolve através da agregação de grãos detríticos, cimentados pelo carbonato de cálcio. Os estromatólitos são fósseis mais antigos que se conhecem, tendo surgido no Pré-cambriano Inferior, e alcançado grande desenvolvimento no Pré-câmbrico Superior. A partir do início do Paleozóico a sua importância diminuiu muito, provavelmente devido à ação de organismos que se alimentavam da matéria orgânica neles contida. Entre outras coisas, os estromatólitos são a evidência mais antiga da vida que se conhece na Terra. São organismos que mantiveram a sua linha evolutivos sendo também os primeiros recicladores de carbono. Foram os primeiros produtores de oxigênio e os primeiros formadores de zonas de recifes. As cianobactérias que participavam na construção dos estromatólitos foram possivelmente responsáveis pela geração de parte do oxigênio da atmosfera primitiva terrestre, realizando a fotossíntese e fornecendo a energia e o carbono, direta ou indiretamente, para uma vasta comunidade de seres vivos, sendo a forma de vida dominante por mais de 2 mil milhões de anos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Visita Técnica ao Museu Antares de Ciência e Tecnologia e ao Museu Geológico da Bahia

Juci e o mastodonte namoro ou amizada!!!!!rsrsrsrsr
Luís e a professora Rita
Luís feliz da vida!!!!

Luís como sempre dando conselhos!!!rsrsrsr
Museu Antares... Uma experiência única
Réplica do meteorito Bendegó, o maior meteorito brasileiro, encontrado em 1784, no município baiano de Monte Santo e classificado como o 11° mais importante do mundo

Maquete da Era dos DinissauroEste momento foi incrivel...
Não é toda hora que nos deparamos com um Dinossauro. KKK.
Foi muito emocionante.


Museu Geológico da Bahia localizado na avenida Sete de Setembro, 2.195, no corredor da Vitória, em Salvador
Réplica de um Mastodonte

Reconstituição de um Mastodonte







terça-feira, 11 de maio de 2010

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Nesta segunda-feira 10 de maio de 2010 fomos surpreendidos com uma reportagem do Jornal Hoje da emissora Rede Globo falando sobre a descoberta de um fóssil de tecodonte superpredador Prestosuchus chiniquensis, que viveu há cerca de 238 milhões de anos, encontrado no Rio Grande do Sul . O animal, que lembra uma mistura de cachorro com dinossauro, media cerca de sete metros de comprimento, tinha 1,6 metros de altura, pesava novecentos quilos e andava sobre as quatro patas. Os ossos foram encontrados no município de Dona Francisca, na região central do estado, por pesquisadores da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra).